Posted by: carlosdanielrego on: May 7, 2009

Foto: Manuel Ribeiro
À primeira vista, a quinta noite no Queimódromo não parecia muito promissora: inicialmente o recinto estava vazio, com muitas barraquinhas fechadas e com poucas pessoas à entrada. Mas, de um momento para o outro, tudo começou a ganhar vida. A área em frente ao palco encheu, quase de repente, compondo-se finalmente para receber o
primeiro concerto da noite a cargo de Rita Red Shoes.
A recepção à primeira música, “Stupid Song”, foi bastante calorosa. Rita “dos Sapatos Vermelhos” brindou-nos com
um espectáculo muito bonito e com sua imagem delicada: longos cabelos, sorriso doce e guitarra ao colo. Mesmo sendo uma revelação recente, o público mostrou-se bastante receptivo e acompanhou várias canções da cantora.
Um dos grandes momentos do espectáculo chegou ao som de “Golden Era”. Seguiu-se logo depois “Choose Love”, que
encerrou em grande o primeiro concerto da noite.
E se Rita Red Shoes se comportou como uma princesa, Pedro Abrunhosa foi o rei da noite. Num concerto de duas horas, o primeiro sem o acompanhamento dos Bandemónio, o cantor fez o público vibrar com músicas que, para muitos, fizeram parte das suas vidas desde muito novos. Polémico, Abrunhosa manifestou-se contra as políticas culturais de Rui
Rio, afirmando que “o Porto está morto” e apelando ao voto em Elisa Ferreira nas autárquicas.
Mais tarde, Abrunhosa voltou a falar da situação da cidade, propondo um minuto de caos. O recinto vibrou então com canções como “Se eu fosse um dia o teu olhar” e a versão de “Hallelujah”. O espectáculo findou depois, em uníssono, com “Tudo o que eu te dou”, um dos momentos mais bonitos da noite.

Foto: Manuel Ribeiro
Aline Flor
É com pena que vejo artistas como o Pedro Abrunhosa a estragarem o seu espectáculo com afirmações políticas. Já não é a primeira vez que este artista mistura as coisas…
Os concertos de Abrunhosa na Queima são sempre muito bons, animados e envolventes, independentemente de se gostar ou não do artista. É mesmo “estragar a festa” quando ele começa com as politiquices. Não é o espaço, não é o momento.
Apesar de concordar que um artista possa e deva ter opiniões, nomeadamente políticas, não as deve impingir à custa do seu mais ou menos fabuloso trabalho.
May 10, 2009 at 6:41 pm
Abrunhosa foi fabuloso, mágico.